NÃO ESQUENTA, todos que começam a beber vinho cometem essas “gafes” várias vezes até aprender. Então, se você é um iniciante, não deixe de ler esse post e ficar atento às dicas. E se você já é um expert, que tal lembrar de alguns “micos” e dar umas boas risadas?

Aqui, poderia passar uma lista de 7, 11, 13 ou outro número qualquer de erros, mas resolvi pegar os 5 principais e mais comuns a TODOS os iniciantes. Sabendo desses 5, você já resolve boa parte dos problemas.

Então, vamos lá.

Os 5 Erros Mais Comuns de Quem Começa a Beber Vinho

1 – A Quantidade Certa na Taça!

Encher demais a taça! Vinho não é igual a cerveja que você enche até o talo! E não é porque cabe muito vinho na taça (mais de 600ml para a maioria das taças) que você precisa enchê-la até a boca. 

O correto é: Colocar apenas 1/3 da taça ou um pouco menos que isso. E por que? Por vários motivos:

  • A taça fica pesada;
  • A aparência fica ruim;
  • Você vai derramar o vinho;
  • Seu vinho vai esquentar rápido;
  • Fica difícil desfrutar do vinho;
  • Você não vai conseguir inclinar a taça e observar a cor do vinho, a unha, as lágrimas… Que isso??? Mas só pra saber + ou -, a unha mostra a provável idade do vinho e as lágrimas a provável graduação alcoólica;
  • Você precisa girar a taça permitindo que o vinho libere aromas. Conselho: Taça é de cristal ok? Pois a de cristal possui poros e quando giramos a taça o vinho bate nesses poros e quebra as moléculas que liberam aromas. A de vidro, não é eficiente, é mais pesada, menos delicada… Sugestão: Veja você mesmo. Faça o teste com as duas e o mesmo vinho!

2 – Segurando a Taça:

“Eu seguro a taça é pelo fundo e com a mão toda para ela não escorregar…”

Presta atenção nos filmes que mostram o casal bebendo vinho, ou grupo de amigos no restaurante, até propaganda indireta do vinho dá nisso… Artis então, aiaiai… E por favor, cuidadoooo! Não é só a taça de vinho tinto!!! São todaaaas!!! De espumante então é uma barbaridade!

O correto: A taça de vinho tem uma longa haste por uma boa razão. Será mesmo? Quando você segura a taça de vinho pelo fundo, o calor de sua mão aquece o vinho, prejudicando a temperatura correta do mesmo. OK?

3 – Vinho Bom é Vinho Gelado!!!

“Eu gosto do vinho é bemmm geladinho”

Bom… depende do vinho! Para espumante, vinho branco e rosé: sim. Servir em temperaturas menores que os tintos. Geralmente, nos restaurantes esses vinhos vem com um balde de gelo (geral: 7ºC à 12ºC).
Mas nem todos são assim… a grande maioria, os tintos, devem ser apreciados na temperatura correta que varia conforme o estilo/corpo do vinho (geral: 15ºC à 18ºC).

A temperatura é muito importante na hora de servir o vinho, porque o vinho “se abre” permitindo aos componentes aromáticos

volatilizar-se e mostrar seus aromas (buquê)

Quando a temperatura de serviço do vinho está alta, o vinho acaba desequilibrando e apresentando defeitos, pois o calor acentua a presença do álcool que mascara seus aromas. Quando a temperatura de serviço está baixa demais, o vinho não “se abre”, não mostra seus aromas e a acidez (se aliada a fruta torna o vinho refrescante e agradável) não se torna tão interessante.

Ai vai o velho e conhecido BOM SENSO: Se no restaurante o tinto está quente de mais… peça para o sommelier um balde de gelo apenas para esfriar o vinho.

No inicio eu achava que deveria ser gelado e que ficaria melhor gelado, mas com o tempo, provando os vinhos na temperatura correta, pude ir percebendo a enorme diferença. Dica: se o vinho tinto, ao mexer a taça, a taça embaçar. Ele está frio demais…

Sugestão: faça uma degustação com o mesmo vinho para diferentes temperaturas: estando muito gelado, na temperatura adequada e um pouco quente e veja a diferença.

4 – Vinho Bom é Vinho Docinho!

“Eu gosto é do docinho, põem mais do suave pra mim!”

Se você prefere o vinho docinho ou o famoso vinho suave, é por que você está começando nesse mundo do vinho… Eu, um dia, gostei e bebia desses, hoje, não mais. Você verá com o tempo que a grande quantidade de açúcar enjoa o paladar, não combina com a comida, esses vinhos dão dor de cabeça e etc…
Os rótulos que marcam a vida de muitos: Chapinha, Sangre de Boà, Mioranza entre outros, lembra? Não falo mal desses vinhos, eles são a porta de entrada para o mundo dos vinhos finos. Eles têm o seu papel!
O termo vinho suave é um termo usado no mercado brasileiro. Ele diz respeito  aos vinhos de mesa produzido a partir de uvas americanas e que possuem adição de açúcar. Esse açúcar mascara o vinho, sua acidez, seus taninos e seus “defeitos”. Esse tipo de vinho não é um vinho de qualidade.

O suave não é um adjetivo usado para definir um estilo de vinho, como docinho… No mercado encontramos vinhos secos que são vinhos finos feitos a partir de uvas europeias e que não possuem adição extra de açúcar.
Aí que mora o problema: Se você está começando e vai ao mercado escolher um vinho tinto seco que por acaso do destino foi mal escolhido e o vinho é “ruim”… é lógico que você não vai gostar de vinho seco e vai voltar correndo pro suave. Se você gosta de vinhos mais leves, sem a presença de uma grande estrutura tanica, sem querer perder a qualidade dos vinhos finos, experimente os vinhos secos feitos com uvas Pinot Noir, Cabernet Franc ou Tempranillo. E não quer dizer que vinho doce é ruim, ok? Tem vinhos de qualidade que são doces, como por exemplo o vinho do porto.

5 – Comprar Vinho pelo Rótulo:

“Comprei um vinho top! Olha como o rótulo dele é lindoooo.”

E vai dizer ai quem NUNCA fez isso? Já dizia o ditado: “Não julgue um livro pela capa e nem o vinho pelo rótulo”.  Cuidado com essa estratégia de marketing. O que vale é o conteúdo do vinho. Rótulo feio ou bonito não diz nada. O rótulo apenas deve conter algumas informações básicas para te ajudar na hora da compra.

 

Fonte: Blogenofilia

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